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27 de março de 2010

VAMOS AGIR!!!


A classe estudantil vem passando por um momento muito delicado, alem da já citada dificuldade de conscientização da juventude que passou por uma geração de busca na década de 90 e se encontrou de novo a partir do projeto de eleição do presidente LULA, essa juventude que milita junto a UNE-UBES vem sentindo na pele o medo do retorno de um governo neoliberal em nosso pais, em nosso município mais do que qualquer outro tema os secundaristas nos rogam a colocar como pauta do congresso municipal da ujs a questão da liberdade de expressão nas salas de aula, os adolescentes vem se sentindo coagidos não podendo opinar sobre seu espaço escolar e qualidade do mesmo. Temos tentado ir a varias escolas em Cachoeiro de Itapemirim e principalmente as de nível estadual tem nos BARRADO, os diretores não tem se quer tentado um dialogo simplesmente nos priva e priva seus alunos de receberam informações sobre o movimento estudantil, sobre a UNE-UBES e UJS. Parece que há uma nevoa ditatorial no ar, em São Paulo o presidente da UNE Augusto Chagas em manifestação junto aos professores em greve por melhorias para a classe foi agredido e todos que faziam o ato foram reprimidos violentamente pela PM paulista, comandada pelo General SERRA, no centro universitário São Camilo – ES estávamos sendo coagidos a pagar por algo que temos direito “a colação de grau” ate que nos levantamos e estamos revertendo o quadro, a união da juventude socialista tem que colocar essa questão em discursao no 15º congresso, não podemos fazer vista grossa, já perdemos nosso militantes para o mercado de trabalho, para as drogas não podemos começar perder a nossas vidas pela mão da repressão militar novamente, muitos morreram para que tenhamos hoje “essa tal liberdade” e devemos valorizar cada gota de sangue de nossos camaradas que deram a vida pela liberdade, parece um D´JAVU uma instituição católica (São Camilo) reprimindo a liberdade de expressão de seus universitários pedindo que agente não divulgue o direito dos estudantes para não gerar um grande contingente de requisições, o órgão estadual através das escolas impedindo o livre acesso e a informação de classe aos membros da classe estudantil, a PM em São Paulo coagindo os manifestantes pacíficos, mais uma vez igreja,estado e militares colocam suas garras de fora e mostram suas verdadeiras faces, o congresso nacional da ujs não pode deixa de levar isso em consideração e nós jovens de mais de 16 anos devemos pensar bem na hora do voto, entendo que a forma de agir das escolas e policia é reflexo da forma como seus governantes pensam sobre os jovens estudantes e universitários, aproveitando este breve texto deixo aqui a indagação referente ao Espírito Santo, ate quando vamos fechar os olhos para as demandas sociais de nosso estado e tampa o sol coma a peneira das estradas portos e rodovias, precisamos de qualidade nas escolas nas cadeias, de ações sociais, nosso Estado é um dos único se não o único que não tem universidade estadual, até quando? Antes de fechar qualquer apoio da ujs no Estado há A ou B devemos nos reunir com todos pré-candidatos e cobrar que assumam o compromisso com as nossas demandas, estamos vivendo a política do BIG STICK dessa vez oriundo em nosso próprio estado e pais, personalidades que fecham em sua mão como um rei absolutista tudo e todos e que faz algumas coisas que são elogiados e que deixam de fazer um monte de outras que é varrido pra baixo do tapete.

NÃO A REPRESSAO! NÃO A COAÇÃO! LIBERDADE! E CONSCIENTIZAÇÃO!

Thiago tognere presidente da ujs-cachoeiro de itapemirim.

18 de março de 2010

se liga 16!!!





Neste ano de eleições, a UBES mobiliza os secundaristas brasileiros a exercerem seu direito ao voto com a campanha “Se Liga 16! 2010 é a nossa vez". A partir dos 16 anos o jovem tem a chance de eleger seus representantes, definindo assim os rumos de nosso país. Como em anos anteriores, a campanha circula nas escolas e chama os jovens a participarem da festa da democracia!



A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) lança por todo o Brasil o mote: “Se liga 16! 2010 é a nossa vez!”, voltado aos jovens que já podem tirar seu título eleitoral e fazer valer os seus direitos. Secundarista, se você tem 16 anos ou vai completar essa idade até 3 de outubro, já tem condições de votar, participando das eleições 2010.



“Penso que a juventude precisa entender seu papel na construção de um projeto de país”, afirma Yann Evanovick, presidente da UBES. O estudante esclarece que o “Se liga 16!” acontece em dois momentos. O primeiro objetivo é incentivar os jovens com 16 anos a tirar seu título de eleitor. Depois dessa fase, a idéia é estimular o voto consciente. “O eleitor precisa ficar atento e votar em candidatos que tenham disposição para defender os interesses do estudante, como o investimento em educação”, exemplifica Evanovick.



Em alguns estados a campanha está nas ruas, como Minas Gerais, São Paulo e Sergipe. A partir do dia 19 é a vez do Rio de Janeiro e dia 31 a movimentação começa em Pernambuco. Acompanhe as mobilizações também na sua região, tire seu título eleitoral e participe!



Tire seu título de eleitor pela internet!



Emita seu título de eleitor em qualquer posto do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) ou através do site do www.tse.gov.br clicando neste link: Título Eleitoral.


Entre em contato com a UBES e leve a "Se liga 16" para a sua escola. UBES: (11) 5084-5219 / 5082-2924.

Fonte: UBES.

15 de março de 2010

SE LIGA A GLOBO QUER MANIPULAR VOÇE DENOVO! D´JAVU 89-90

Jornalista denuncia plano midiático contra Lula, Dilma e o PT
Em texto reproduzido no blog Escrivinhador, o jornalista Mauro Carrara denuncia um suposto plano midiático intitulado "Tempestade no Cerrado" que, segundo ele, está sendo implementado pelos principais meios de comunicação do país contra o governo Lula, a pré-candidata Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. Ao final do texto ele sugere "cinco tarefas" aos internautas para responder aos ataques da direita. Veja abaixo a íntegra do texto:
Operação “Tempestade no Cerrado”: o que fazer?
por Mauro Carrara


(O PT é um partido sem mídia...
O PSDB é uma mídia com partido).


“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.

Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.

A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.

As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.

1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.

2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.

3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.

4) Elevar o tom de voz nos editoriais.

5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.

6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.

7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.

8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Quem está por trás

Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral.


É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.

A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.

Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.

O conteúdo

As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.

Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.

Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.

Criam deturpações numéricas.

A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.

Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.

O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis.

Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.

A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.

A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.

Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.

É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.

Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.

É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.

Crimes anônimos na Internet

Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.

Três deles merecem destaque...

1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.

2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.

3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.

O que fazer

Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.

Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.

Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.

São cinco as tarefas imediatas...

1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.

2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.

3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.

4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.

5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.

A guerra começou. Não seja um desertor.

WWW.VERMELHO.ORG.BR

12 de março de 2010

meu lado poeta!

Há se o tempo pudesse voltar atrás.

Há se o tempo pudesse voltar atrás
E desde os anos mais primitivos o ato sexual fosse
Por sentimento e não por instinto, hoje ninguém diria que
O impulso mata o amor.

Há se o tempo pudesse voltar atrás
E o homem saído da antiga mãe áfrica não se espalhasse pelo mundo, e criassem uma una e grande nação, não haveria o preto o branco, haveria apenas uma grande civilização.

Há se o tempo pudesse voltar atrás
E não existissem os sobrenomes, apenas joaos, marias e joses, sem realeza no nome ou tintura no sangue que não fosse a púrpura, e que os castelos estivessem nos corações e a riqueza no saber popular.

Há se o tempo pudesse voltar atrás
E não houvesse 12 tribos, nem 13 apenas uma grande aldeia, que caíssem por terra velhos conceitos e que nem existisse a terra prometida, a terra seria de todos e não promessa para povo algum.

Há se o tempo pudesse voltar atrás
E aquele bispo tivesse reformado por sua única e própria vontade sem burguesia ou camponês, mudado o que tava errado sem criar mas um fator de discriminação entre os homens.

Há se o tempo pudesse voltar atrás
E ainda trocassemos as mercadorias, milho por feijão, e no tempo farto estocar tudo no celeiro, melhor seria do que é hoje que trocamos nossa alma por dinheiro.

Thiago Tognere 2/03/2010

Educação



Capitalismo X socialismo

Existe uma verdade absoluta sobre o melhor método de educação? A partir principalmente das criticas do PIG (partido da imprensa golpista) à educação de Cuba e mediante ao que vemos no Brasil que apesar de vários avanços no campo social ainda é um país de economia capitalista refletindo toda mesquinharia no sistema educacional, qual a realidade de nossa educação, ou melhor, como o jovem escolhe sua profissão? Existe mesmo uma realidade democrática na escolha da graduação? Diante disto vamos destrinchar um pouco mais o assunto:
O PIG através de seu principal porta-voz Arnaldo Jabour diz a todo o momento e aos quatro cantos do país que a educação socialista de Cuba é antidemocrática, pois o governo indica o curso a ser feito, garantindo trabalho ao cidadão após o ensino superior, mas será mesmo que nos paises capitalistas somos nós que escolhemos nossa profissão ou o próprio mercado que nos guia? A escolha é feita por aptidão? Afinidade com a matéria ou por necessidade? Reflita! Em Cuba o cidadão tem escolha sim, ou faz o curso sugerido ou não faz! E mesmo não fazendo continuara tendo comida na mesa garantida pelo governo socialista, e aqui quantos historiadores morrem nas salas de administração e quanto excelentes administradores morrem estudando as leis nos cursos de Direito, com a prerrogativa de que tal curso renderá mais dinheiro ou maiores oportunidades.
Onde há a real democracia? Onde o Estado garante trabalho ou onde o capital te empurra para um curso qualquer? Pergunto se o jornalismo “global” de Jabour não rendesse a ele uma boa vida onde ele estaria? Talvez um advogado de porta de cadeia, ou um contador corrupto, um professor desestimulado? Aposto que ele responderia que sua escolha foi por aptidão! Aptidão financeira!
Professor, medico e jornalista entre outros devem ter dentro de si a centelha da cura, do ensinar e de informar, é até matemático, para quem gosta “ um medico pode vir a matar 1, um professor mata dezenas, um jornalista neo-liberal mata milhares, deixando as cabeças ocas e os corações gelados expostos a venda como frios em um supermercado,particularmente escolhi minha profissão por paixão em ensinar, ler, estudar a historia, tem por ai um monte de administrador procurando dinheiro aqui em cachoeiro, quando eu quando escrevi esse texto estava em uma reunião representando um projeto de 20.000 na capital Vitória, e os apaixonados pelas cifras torcem para o tal jabour vir a Cachoeiro de Itapemirim e venderem a alma ou o que sobrou dela se é que ainda tenha algum valor, para assistir o pupilo do FHC parafrasear satanás, alias finalizo dizendo que estou muito feliz com a minha escolha, e deixo um recado para o Sr. Jabour, “ ser pupilo de um “mestre” que disse para queimar e rasgar suas obras, deve ser no mínimo muito triste, para não dizer medíocre”.

Thiago Tognere
05.03.2010

2 de março de 2010

politica na juventude! e virse versa


É possível fazer política com 20 e poucos anos
Uma deputada federal que atualiza seu Twitter diretamente do Plenário via celular, que disponibiliza seu MSN para quem quiser entrar em contato e, de quebra, não faz a menor questão de ser tratada com a formalidade típica de políticos de alto escalão. Essa é Manuela d'Ávila, a gaúcha que, com apenas 28 anos conquistou seu espaço em Brasília, como representante oficial dos jovens brasileiros.


Manuela: O Brasil é definitivamente um país melhor
"Desculpa falar com você e comer uma fruta ao mesmo tempo. Se não for assim, fico sem almoçar", disse Manuela ao telefone, direto de seu gabinete. A deputada do PCdoB tem uma agenda agitadíssima, mas não hesitou em conceder a entrevista quando soube que o objetivo era falar com o público jovem.

Manuela, apesar de novinha, tem um currículo pra lá de invejável. Sua militância começou cedo, aos 17, quando resolveu cursar jornalismo na PUC e Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, simultaneamente. Nessa época, se envolveu no Diretório Acadêmico e não parou mais. Depois de formada, tornou-se vice-presidente da UNE e, em 2004, foi eleita vereadora pela cidade de Porto Alegre. Detalhe: foi a mulher mais votada naquele ano. E foi na reeleição do presidente Lula que Manuela foi escolhida para integrar o time de deputados federais. Ou seja, com apenas 24 anos ela já se preparava para levantar a bandeira da educação e das questões que envolvem a juventude de forma oficial. Seu mandato se encerra no fim deste ano, mas Manuela já está pronta para tentar a reeleição.

Confira os principais trechos da entrevista concedida ao site Oba-oba com a deputada que veio para mostrar que a idade não é um fator relevante na hora de fazer política.

Oba-oba: Qual foi o papel da internet durante suas campanhas?
Manuela D'Ávila: Trabalhamos sempre de uma forma diferente, com uma forte atuação pela internet, que em um primeiro momento chegava a ser novidade. Somos a geração da internet, faz parte do dia-a-dia da maioria dos jovens, portanto, o uso de ferramentas de internet e mídias sociais faz parte da postura jovem, é natural. Acredito que o uso disso me ajudou muito nas campanhas, entre outras ferramentas.

Oba-oba: Você acredita que o espaço para jovens na política está aumentando?
MDA: Eu diria que está crescendo, mas não na velocidade e tamanho necessários. Ainda falta muito. A questão é que, apesar de muita gente não saber, temos vários políticos jovens tentando fazer política. O erro deles, no entanto, está em deixar de ser jovem. Eu continuei como sou e as pessoas aprenderam a aceitar. Tenho muitos votos de terceira idade, por exemplo, afinal essas pessoas têm netos, o que acaba proporcionando essa identificação. Não adianta você ser jovem e ter atitude similar a de todos os que estão atuando na política.

Oba-oba: O que falta para que esse espaço se amplie?
MDA: Existem muitos partidos conservadores e isso afasta os jovens. Outra coisa: jovens políticos não têm espaço para campanha na televisão. Chegamos à questão das cotas, há uma lei, por exemplo, que determina que 30% dos políticos do país devem ser mulheres. Por que não uma cota para jovens? Ou um outro exemplo, você só pode se candidatar a uma vaga no Senado se tiver mais de 35 anos. Quem falou que a idade te impede de assumir um mandato destes? As opiniões são diferentes e isso vai além do partido, mas não deve ser uma justificativa para afirmar que o jovem não tem condições de assumir tais responsabilidades. Precisamos de uma reforma política urgente, para que situações como essas sejam tratadas de forma diferente. Além disso, não basta militar, se manifestar, os jovens devem elaborar mudanças, aparecer com propostas de fato. A reforma do sistema tem que incluir os jovens.

Oba-oba: Existe muito preconceito entre os políticos mais velhos?
MDA: Bom, quando eu concorri à prefeitura de Porto Alegre, em 2008, um dos meus adversários criou uma charge onde eu era uma criancinha com um urso na mão, entregando um papel para um adulto, como se fosse um boletim. Ou seja, esse era e continuará sendo o principal argumento dos meus adversários: a minha idade. A ideia é mostrar para as pessoas que uma candidata nova não daria conta, mas meu caminho político fala por si só. Isso não deveria ser um critério... O fato de eu estar filiada ao PCdoB há 11 anos poderia ser um critério, por exemplo. Enquanto muitos políticos vivem trocando de partido, eu me mantive fiel.

Oba-oba: Qual a sua análise do governo Lula?
MDA: O Brasil é definitivamente um país melhor. O presidente Lula vai entregar um Brasil completamente diferente do que ele recebeu. Somos uma nação mais democrática, uma sociedade que se manifesta com mais liberdade. Não podemos ignorar o fato de ele ter diminuído os índices de desigualdade social e a significante geração de empregos, mesmo em período de crise. No Prouni, por exemplo, são mais de 500 mil pessoas incluídas, parece pouco, mas é muito. Temos um país soberano, é bom ver o Brasil e ter orgulho. Quando eu era adolescente, ouvia música norte-americana e usava camisetas com a bandeira dos Estados Unidos. Hoje em dia, tudo que é brasileiro é mais valorizado, a própria música, o samba, as Havaianas... Ele resgatou o patriotismo nos brasileiros, por razões concretas, e isso tem uma profunda relação com a política externa nacional. Apesar de não ser do mesmo partido que eu, tenho uma enorme admiração pelo presidente Lula e fico emocionada quando ele diz que é o presidente que nunca estudou e que mais construiu escolas técnicas e universidades. Acho que ele sabe bem o valor disso, já que não teve acesso.


Oba-oba: Apontaria fatores negativos do governo dele?
MDA: Acho que a relação com o Congresso poderia ser melhor do que é, apesar de saber que não é tão simples assim. Temos uma caminhada muito grande, é o começo da formação de um Brasil acima das expectativas.

Oba-oba: Você já foi vice-presidente da UNE, portanto, gostaria de saber a sua opinião em relação ao Movimento Estudantil nos dias de hoje.
MDA: Eu penso no Movimento Estudantil dividido em duas fases: durante o período da ditadura militar e agora, na democracia. Acho muito injusto a forma como tratam o Movimento atualmente. Na minha opinião, grande parte das críticas tem a ver com a falta de entendimento dos limites de hoje. O Movimento luta em várias frentes e as pessoas nem imaginam, não ficam sabendo, como a história da reserva de vagas. Foram dez anos de luta e poucos sabem o quanto foi difícil. Ou a proposta que tramita agora nas Casas, para que 50% dos lucros obtidos no programa do pré-sal sejam destinados exclusivamente à educação. Acho impossível comparar o Movimento Estudantil dos anos 1970 e de hoje em dia. É injusto com as duas gerações. Não se constrói um país apenas gritando alto, precisamos de propostas, de gritos e propostas, e a UNE é umas das entidades mais propositivas. Esse saudosismo dos estudantes da ditadura é errado, eles lutaram e sofreram para que nós pudéssemos viver a democracia de hoje. Admiração e respeito são fundamentais.

Oba-oba: Como é a Manuela na vida pessoal? Você consegue conciliar os compromissos diplomáticos com o seu dia-a-dia jovem?
MDA: Olha, no começo eu penei um pouco, sempre fui muito workaholic, mas hoje sei bem como equilibrar as coisas. Passo a semana toda em Brasília, longe dos meus amigos, então quando eu tenho a oportunidade, aproveito. Aprendi também a separar os tempos e me acostumar com algumas situações. É engraçado, as pessoas me encontram num show por exemplo, e querem conversar comigo sobre política. Eu gosto de sair pra dançar, adoro MPB e samba, inclusive minha escola de samba ganhou este ano, a Imperatriz Dona Leopoldina. O segredo está no equilíbrio mesmo.


Fonte: site Oba-oba

26 de fevereiro de 2010

CUBA SIM YANKESS NAO!

Lula pede que Obama seja ousado e encerre bloqueio a Cuba
Antes de deixar a ilha de Fildel e Raúl Castro, nesta quinta (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez novo apelo ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que ele acabe com o bloqueio à Cuba. Em entrevista à imprensa cubana, pouco antes de embarcar para o Haiti, Lula avaliou que este embargo não faz mais sentido. E pediu a Obama que atue com a mesma ousadia que tiveram os eleitores norte-americanos, ao votarem nele.
"Como os cubanos, eu creio que o embargo não tem mais sentido. Não existe mais explicação política, econômica, não existe mais guerra fria, não existem mais mísseis, nada. Portanto, penso, basta apenas uma tomada de decisão. Estou convencido de que o presidente Obama, que ganhou as eleições em Miami, deveria, tomar essa decisão", disse Lula.

Lula afirmou que, inclusive, já tem conversado com Obama a respeito da ilha. "Uma coisa que eu tenho dito, com todo respeito ao presidente Obama, ele não tem que fazer nada mais do que fez o povo americano ao ter a ousadia de votar no Obama para presidente. É essa ousadia do povo americano que permite que ele seja ousado e resolva o problema do embargo a Cuba", completou Lula.

O presidente disse ainda, durante a entrevista à imprensa cubana, que o Brasil trabalha com a firme convicção de ser o primeiro parceiro cubano em prol do investimento e desenvolvimento daquele país. "Acreditamos no potencial de desenvolvimento de Cuba. O Brasil hoje tem mais condições do que tinha há dez anos atrás e, portanto, nós não faltaremos em discutir os projetos mais importantes para Cuba para prepará-la para o futuro", disse.

21 de fevereiro de 2010

FORA ARRUDA E P.O

UNE pede impeachment de Paulo Octávio
Sex, 19/02/10 17h27
Trata-se do sexto pedido de impeachment do governador interino do Distrito Federal (DF), Paulo Otávio (DEM). Três pedidos de impeachment contra o governador licenciado José Roberto Arruda e o seu vice e atual governador interino, Paulo Otávio, já tramitam na Câmara Legislativa desde quinta-feira (18/2), em uma comissão especial de análise.



A UNE promete realizar novas mobilizações pela manutenção da prisão de Arruda e pelo impeachment.Quem entrou com o pedido de impeachment do governador interino Paulo Otávio (DEM) pela União Nacional dos Estudantes (UNE) nesta sexta-feira (19/2) pela manhã foi a diretora de Relações Institucionais da entidade, Marcela Cardoso, junto com liderança do movimento estudantil local, o universitário Leandro Cerqueira.

Para o presidente da UNE, Augusto Chagas, “Paulo Otávio não tem nenhuma condição política de assumir o governo do DF”. Ele lembrou que outras entidades já entraram com pedido de impeachment do governador, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A UNE vem participando das manifestações “Fora Arruda e PO” que pressionaram pela instalação do processo de impeachment do governador licenciado José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido) e posteriormente sua prisão preventiva. O movimento permanece mobilizado e promete realizar atos em frente ao Supremo Tribunal federal (STF) durante julgamento do pedido de habeas corpus de Arruda, marcado para quarta-feira (24). O estudante Leandro Cerqueira acredita que a mobilização dos estudantes tende a crescer na próxima semana, com a volta às aulas.

Com os dias contados

A comissão de análise tem dez dias para fazer um parecer sobre a admissbilidade dos pedidos de impeachment de Paulo Otávio e enviá-lo ao plenário da Câmara Legislativa (CLDF). Se aprovados, o governador afastado tem 20 dias para se defender. A defesa volta para a comissão especial, que julga o mérito. No caso de ela aceitar o pedido, o impeachment volta ao plenário e deve ser aprovado por, no mínimo, 2/3 dos votos. Se acatado, Octávio – se ainda for governador – é afastado por 120 dias do cargo. Após isso, uma comissão formada por cinco deputados distritais e cinco desembargadores faz o julgamento final.

Arruda e Paulo Otávio são acusados de terem participado de um esquema de corrupção no governo do Distrito Federal conhecido como "Mensalão do DEM". O governador licenciado José Roberto Arruda foi preso em caráter preventivo, no dia 11 de fevereiro, pela Polícia Federal (PF), sob acusação de obstruir as investigações. Arruda entrou com pedido de habeas corpus, cujo mérito será julgado pelo STF na próxima quarta-feira (24/2).

Do Rio de Janeiro, Luana Bonone

Fonte: Vermelho

14 de fevereiro de 2010

A UJS CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM É GRATA PELO APOIO!






A união da juventude socialista de Cachoeiro de Itapemirim agradece a todos que contribuíram para a representação da diretoria municipal da entidade participar da plenária nacional da união da juventude socialista em Atibaia-SP, e ainda possibilitaram a viagem e a presença do presidente da ujs-ci no curso nível III de preparação para dirigentes também em Atibaia-SP, no curso tivemos aulas essenciais para a compreensão do marxismo sem esquecer das palestras sobre conjuntura política nacional, nos preparando para a batalha que será a campanha eleitoral 2010.
Com tudo a bagagem que trazemos e o retorno ao investimento feito sem duvida nenhuma será a vontade agora junto a uma especifica preparação para trabalharmos a juventude de nosso município, construindo grêmios, DCE´s e núcleos da ujs, sem citar o amadurecimento de toda direção municipal, nos sentimos ainda mais preparados para garantir a representação efetiva dos estudantes cachoeirenses partindo do principio da luta pela retomada da casa do estudante e pela reconstrução da UCES.
A nível estadual, temos agora o desafio de indicar um secundarista para a direção do regional sul da UESES – união estadual de estudantes secundaristas, e instigar a retomada dos trabalhos da UEE-ES – união dos estudantes capixaba – nível universitário, sem contar ainda com a ainda prematura possibilidade da representação do sul do estado na direção estadual da ujs, para isso precisaremos estar presentes com força no congresso estadual da união da juventude socialistas a ser realizado em meados de abril na grande vitória onde esperamos contar mais uma vez com a colaboração de todos amigos e parceiros da entidade.
Nacionalmente em junho mais precisamente dos dias 17 a 20 do mês 6 deste ano, acontecera em Salvador o congresso nacional da UJS onde temos o dever de estar presentes representando uma das únicas ujs de município fora das capitais do Brasil, para sucesso em todos essas tarefas esperamos continuar contando com sua especial colaboração e apoio.

A UJS É GRATA A TODOS QUE COLABORARAM.

Presidente da UJS Cachoeiro de Itapemirim.
Thiago Elias Tognere

28 99255854
thiagonere@hotmail.com
www.ujs-cachoeirodeitapemirim.blogspot.com


conheça também o site nacional www.ujs.org.br

13 de fevereiro de 2010

HEGEMONIA POLITICA ENTRE A JUVENTUDE DEMANDA ACUMULO TEORICO NA TEMATICA JOVEM




Hegemonia política entre a juventude demanda acúmulo teórico na temática jovem


Em junho próximo, Fabiana Costa, 35 anos, mineira com o coração capixaba, doutoranda em Educação (Currículo da PUC/SP), passará a presidência do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ), entidade fundada em 1984 e relançada em 2002, para Brenda Espindula, 29 anos, potiúcha (gaúcha com anos de vivência no Rio Grande de Norte) e graduada em Ciências Sociais pela UFRGS. Vamos compartilhar de suas impressões sobre a importância do CEMJ, sobre a situação juvenil no Brasil e sobre a luta de ideias nesse campo.

Moças, após a militância da União da Juventude Socialista (UJS), por ambas, como se delineou a perspectiva de assumir o CEMJ, entidade que exprime a necessidade da luta de ideias na área de juventude?
Bia: A experiência de militância desde os 16 anos na UJS foi determinante para minha formação política. Na União Nacional dos Estudantes, como vice-presidente em 2003, assumo a tarefa das ações institucionais no primeiro ano do governo Lula, um grande desafio político. Na ocasião inicia-se com ênfase o debate sobre Políticas Públicas de Juventude (PPJ), com a criação dois anos depois da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), passo importante na consolidação do debate de mais direitos para a juventude. A construção do Projeto Juventude, com a participação de diversos movimentos juvenis, que serviu como base para a plataforma juvenil da primeira eleição do Lula, e a realização do 1º Diálogo Nacional de Organizações e Movimentos Juvenis, inaugura o debate sobre a necessidade de um espaço institucional de PPJ. Na ocasião, Danilo Moreira, atualmente secretário Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude do governo. Lula, representava o CEMJ na elaboração das principais propostas de ações na área de PPJ. De lá para cá, foram só conquistas, com uma maior participação da juventude nos debates e a destacada participação da nossa corrente política no Conjuve. Em 2008, assumo a presidência do CEMJ, inaugurando uma fase importante de atuação no Conjuve e com destacada participação na 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude. O CEMJ cada vez mais se consolida como uma instituição de formulação na área da juventude, tendo como referência as posições mais avançadas e progressistas sobre a temática. Tem sido a principal referência, através da Revista Juventude.br, na elaboração teórica sobre os temas vinculados à juventude.

Brenda: A vivência de mais de 10 anos na UJS, desde militante secundarista à direção executiva na UJS/RS, forjou em mim a convicção de quanto somos capazes em transformar as condições objetivas e subjetivas do nosso tempo. Também me fez refletir que cada individualidade pode assumir formas diferenciadas de militância, mas me fez entender que a centralidade da luta política exige, em determinados momentos, mais militantes com certas características do que outras. A minha geração da UJS foi aquela que teve que colocar a boca do trombone, porque era o auge da ofensiva neoliberal no país. O modelo de militante de “massa” era o que devia ser buscado. E eu nunca fui de falar habilmente para centenas. Sempre me questionava qual seria meu papel sendo comunista. Quando vi a primeira Revista Juventude.br e soube do relançamento do CEMJ em um congresso da UNE do ano de 2003, fiquei fascinada pela possibilidade de contribuir dessa maneira. Quando voltamos pro Rio do Grande do Sul, tentamos fundar o Juca, o Instituto João Carlos Haas Sobrinho, tentativa que foi infrutífera, já que as tarefas de direção executiva na UJS tomavam muito tempo e não tínhamos capacidade de designar um responsável pra isso. Procurei também associar aos temas da iniciação científica, que fazia lá na UFRGS, o recorte de juventude. Como a Bia falou, o movimento político de reconhecimento da juventude como segmento da população a ser considerada nas suas particularidades com o governo Lula veio a fortalecer a necessidade do CEMJ, enquanto centro de estudos voltados para a situação juvenil. Assim, em junho de 2008, na assembleia de recomposição da direção do CEMJ passei a ter a função de diretora de estudos e pesquisas.

Como vocês avaliam a produção sobre a juventude hoje? E qual o papel da Juventude.br nesse contexto? A revista do CEMJ já está na oitava edição, não é isso?
Bia: Há uma tentativa de estigmatizar a juventude do século XXI, como uma juventude que não se interessa pela política e que não participa. Recente pesquisa publicada pela pesquisadora Mary Castro, realizada durante a 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, intitulada “Quebrando Mitos: Juventude, Participação e Políticas”, revela que a juventude tem participado cada vez mais dos espaços políticos e que existe hoje uma juventude politizada, engajada no campo das políticas públicas e que, nas próprias palavras dos jovens, é crítica da política, mas quer mudá-la. Alguns mitos foram quebrados como os de que os jovens não queiram discutir política; são inexperientes; não há possibilidade de diálogo entre pessoas de diferentes partidos e organizações; os jovens estão substituindo velhas por novas formas de fazer política. De acordo com a pesquisa, “os depoimentos indicam posições contrárias às opiniões correntes, que sugerem despolitização dos jovens, desencantos em relação à política e lugares comuns como o que haveria uma “nova forma de fazer política” entre os jovens, indicando um suposto afastamento deles em relação aos partidos políticos e uma orientação individualista que os apartaria de causas coletivas e preocupação com a coisa pública. Ao contrário dessas concepções estereotipadas, muitos jovens discutem ideias e ações em prol tanto da sua como de outras gerações. Os meios de comunicação procuram pausterizar a opinião em relação à juventude e abordar o tema sob a perspectiva do comportamento juvenil, de forma preconceituosa e indicando rótulos para o comportamento dos jovens. A Revista Juventude.br procura realizar uma outra abordagem sobre a juventude, pautando temas teóricos e inovadores, servindo como fonte de pesquisa e referência na área.

Brenda: Penso que a formulação específica sobre juventude ou se encontra nos veículos voltados ao público juvenil da mídia dominante, que geralmente abordam comportamento, ou, de forma mais dispersa, na academia. No primeiro caso, é uma produção a homogeneizar os estilos e as práticas juvenis na perspectiva do consumo, da criação de necessidades mercantilizadas, o que vai conformando a concepção dominante do que é ser jovem, na medida em que associa a idéia de juventude a uma forma de se vestir, a determinadas músicas, a certos desejos de futuro. Mas a possibilidade de consumo, tal como difundido nas revistas tipo Capricho, está colocado a uma parcela reduzida da juventude, surgindo formas de resistência que estabelecem práticas juvenis alternativas, contestadoras. O que não aparece na mídia dominante e, quando aparece, é de forma estereotipada. Já na academia, na universidade, no último período, foram vistos esforços para delimitar a juventude como objeto de estudo, criando grupos de pesquisa, especialmente na forma de observatórios de juventude. Já existia nas universidades a formulação sobre criança e adolescência. De longa data, setores mais progressistas na universidade brasileira se voltaram para pensar a relação entre a infância e da adolescência e a necessidade de tutela pela sociedade, pelo Estado. Então, a originalidade da Revista Juventude.br é estar muito sintonizada com as práticas da juventude brasileira, sejam políticas, culturais, entre outras e, ao mesmo tempo, procurar subverter visões estereotipadas, apresentando novas concepções. É um esforço do CEMJ que deve ser muito valorizado, mas avalio que devemos coletivamente nos debruçar mais sobre a formatação de um veículo de comunicação que é teórico, mas também que é dirigido aos jovens.

Bia, Brenda, além da revista, que outros projetos estão sendo desenvolvidos neste momento pelo CEMJ? Que temas predominam em termos de Estudos? E especificamente quanto à memória que projetos vêm sendo tentados? Com a internet tem sido utilizada para um amplo contato do Centro com a juventude brasileira?
Bia: Nos últimos anos o CEMJ, vem procurando cada vez mais diversificar suas áreas de pesquisa, pautando diversos estudos na área da cultura, esporte, comunicação e participação juvenil. Além disso, contamos com um grande acervo, que contém documentos históricos e raros que ilustram a participação dos jovens nos últimos anos no Brasil e em diversos países. Trata-se do CEDOJ – Centro de Documentação da Juventude. Nosso próximo passo, será a constituição do Portal “Juventude.br”, que pretende se consolidar como um espaço de referência de pesquisas, ambiente interativo com a juventude e que contará com a parceria de diversas organizações que atuam na área de pesquisa, participação e movimentos juvenis.

Brenda: Como a Bia bem colocou, desde o relançamento, o CEMJ trabalhou com os temas de memória, participação, esporte e políticas públicas. Em relação à memória, temos um projeto permanente que é o CEDOJ, que conta com um acervo bem original, único, sobre participação da juventude brasileira. Estruturar e manter um arquivo é bem caro. Um dos nossos desafios é abrir o CEDOJ ao público, para servir de referência para os pesquisadores da área. E mais nesse momento que há um esforço da sociedade em resgatar a memória política, em especial da época da ditadura militar. Como desdobramento do tema memória, nos voltamos para produção audiovisual. Elaboramos uma trilogia de documentários sobre memória do protagonismo juvenil no Brasil. Nesse próximo ano, a perspectiva é aperfeiçoar o nosso trabalho na área do audiovisual. Vamos desenvolver o projeto Juventude e Brasilidade, que tem por objetivo lançar luz ao debate sobre a relação da identidade juvenil e identidade nacional, bem como o projeto Participação na Tela, que buscará perceber as características da participação da juventude brasileira. Na área do esporte, também estamos acumulando de maneira mais consistente. Realizamos o Seminário Internacional sobre Políticas de Esporte para a Juventude e o Encontro Nacional de Atléticas, este último a fim de refletir sobre o esporte educacional. Este ano, faremos o Seminário Legado de Megaeventos Esportivos para a Juventude, para debater quais são as perspectivas para a juventude com a realização das Olimpíadas e da Copa do Mundo. Associado a tudo isso, para uma maior projeção enquanto de centro de estudos no próximo período, aposto na constituição de um grupo de pesquisa sobre a relação educação-trabalho para a juventude.

Coincidentemente, são duas mulheres jovens que se sucederão na presidência do CEMJ. Especificamente a juventude feminina tem crescido muito em participação, segundo me parece. É certo isso?
Bia: Concordo plenamente. As mulheres vêm ocupando cada vez mais espaço na sociedade. Já somos maioria na universidade, e penso que as jovens mulheres têm se destacado cada vez mais nos espaços de representação social. O CEMJ é um espaço privilegiado de atuação, e penso ter sido privilegiada em ter a oportunidade de ocupar a presidência, pois tal experiência me proporcionou outra perspectiva acadêmica e contribuiu bastante para minha formação.

Brenda: Os dados têm revelado maior presença da mulher do mercado de trabalho, enquanto chefes de família, inclusive desenhando o crescimento de famílias monoparentais. Vemos mais mulheres na pós-graduação, entre o eleitorado brasileiro. O tema da violência contra a mulher foi destaque neste último período, especialmente pelo debate da Lei Maria da Penha. Frente a esse cenário, uma maior participação de jovens mulheres nos espaços políticos e públicos tem se delineado nestes anos 2000, seja nos movimentos sociais, seja no parlamento. Mas enfrentar, tanto a questão de gênero, quanto a questão intergeracional, ainda é muito duro. Os estereótipos são muito fortes, já que somos vistas, geralmente, por lentes que buscam as formas “masculinas” de como participar, de atuar, de se portar.

Apontem os desafios do CEMJ no cenário político do Brasil para o próximo período?
Bia: O mais importante é o papel na elaboração e construção de políticas voltadas ao tema juvenil. Cada vez mais se consolida como um espaço de pensamento ousado e inovador da juventude. Na construção do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, o CEMJ tem como tarefa principal estreitar ainda mais o vínculo orgânico com os movimentos juvenis, com destaque especial para a UJS, reforçando a compreensão de que o desenvolvimento teórico não pode se distanciar da realidade da juventude. Mesmo correndo o risco de cair na retórica, nunca é demais reforçar a importância do papel da juventude para o êxito de um projeto de nação, e que leve em conta este segmento social que cada vez ocupa um espaço privilegiado na participação política do nosso país.

Brenda: O papel do CEMJ passa pela compreensão de que a busca da hegemonia política entre a juventude passa pelo acúmulo teórico na temática juventude. Acúmulo que deve ser sintonizado com a realidade da juventude brasileira e com a nossa história enquanto nação. Assim, do vínculo orgânico com o movimento juvenil, tem-se a possibilidade de formular concepções de juventude, pensar suas práticas e, fundamentalmente, contribuir com o avanço da proposição de políticas públicas de juventude nos espaços institucionais. Não somos um centro de estudos para fazer a ciência “desinteressada”, com pretensões de neutralidade. Por isso, é preciso consolidar uma rede de pesquisadores marxistas e progressistas em determinadas temáticas essenciais para o estudo da relação entre juventude e projeto nacional, valorizando especialmente a formulação de jovens pesquisadores com trajetórias no movimento juvenil, bem como estabelecer relações com centros de estudos e instituições universitárias, definindo parcerias para projetos de pesquisa. Se a disputa pela hegemonia tem dimensão ideológica, precisamos nos posicionar nesse campo.

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